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Introdução Geral
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Adaptação e readaptação

Adaptação1O fim de janeiro e o início de fevereiro são marcados pelo período da volta às aulas e, consequentemente, de mudanças na vida dos alunos, dos professores e até mesmo dos pais, já que muitas crianças irão à escola pela primeira vez em suas vidas, além daquelas que passarão a frequentar um novo colégio. Neste último caso, o mesmo vale para os educadores que receberão novos alunos e ainda podem ter parceiros de trabalho diferentes.

As próximas semanas marcam uma importante fase de adaptação e readaptação, envolvendo múltiplas integrações: criança-família, criança-escola, família-escola, seja para quem está estreando nesta jornada escolar ou para os mais “experientes”.

O fato é que os professores têm um papel de fundamental importância nesse processo, que é, principalmente, o de acolher os alunos com suas diferentes características e tranquilizar os pais com seus anseios. Para contribuir com essa etapa cheia de novidades, trouxemos algumas informações que podem ajudar na construção desse relacionamento.

Um bom começo é estabelecer uma relação de confiança com os pais, construir um vínculo entre você, que representa uma instituição, e eles. Buscar informações sobre os alunos, seja com as famílias, com professores do ano anterior ou a partir dos relatórios individuais, também é um grande passo inicial.

Os educadores que seguirão com a mesma turma podem resgatar algo de outro ano, ou mesmo do último semestre, que seja do agrado de todo o grupo, garantindo um ambiente acolhedor e familiar.

Já os professores do Ensino Infantil podem pedir aos pais que tragam objetos de casa dos quais os filhos têm apego, para sentirem-se familiarizados com o novo ambiente. Isso facilita a adaptação por oferecer segurança e conforto à criança.

O espaço físico também contribui com a concepção de acolhimento. Ao organizá-lo de modo convidativo para as necessidades de cada turma, assim como dos alunos individualmente, o professor proporciona uma atmosfera agradável, que desperta o interesse dos alunos em participar das propostas apresentadas em sala de aula.

É indicado que as crianças tenham fácil acesso aos materiais e que haja uma boa circulação entre os espaços para favorecer a construção da autonomia. As mesas e o mobiliário das salas podem ser organizados e reajustados de acordo com os objetivos e propostas.
Por fim, após a fase de preparação e recepção dos alunos, vale ficar atento às manifestações individuais. Independente da idade, seja pelo choro, pelo silêncio, por gestos ou comportamentos, o professor deve pensar em intervenções, estratégias e atividades diferenciadas para envolver esse aluno que esteja passando por uma dificuldade maior nesse período de adaptação.

Para os alunos mais novos, uma estratégia bastante construtiva é solicitar auxílio na organização de materiais, para ajudar os colegas e até na mudança do espaço físico momentaneamente. Já uma boa alternativa para as crianças mais velhas, é propor dinâmicas que estabeleçam diálogos e assim tentar ajudá-los em suas necessidades imediatas.

Finalizamos com um pensamento que ilustra bem essa fase tão importante no decorrer de todo o semestre.

“Em sala de aula, devemos antes conquistar as emoções dos alunos e depois a razão.” – Vygotsky

Boa sorte!