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Introdução Geral
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Aprender com brincar: será que ainda estamos nos divertindo?

AprenderaBrincarQuando pensamos nos professores, nas aulas e momentos que marcaram positivamente nossa jornada escolar, certamente em muitos deles o elemento da ludicidade esteve presente.

A brincadeira e o brincar estão ausentes da maioria das propostas pedagógicas nas escolas atuais, ou se restringem apenas ao Ensino Infantil.

O lúdico, apesar de ser um recurso quase que “esquecido” quando adentramos o Ensino Fundamental, é mais do que uma ferramenta de ensino e aprendizagem. Ele é (ou pelo menos deveria ser) o parceiro do professor.

Muito reforçamos aqui em nossa Sala dos Professores a importância de despertar nos alunos o prazer pelo descobrir, conhecer e pelo saber. Ao passo que os professores costumam apontar como um de seus maiores desafios, lidar com a falta de interesse dos alunos.

O pesquisador francês Bernard Charlot, que atua como Professor de Pós-Graduação, afirma que “quando falta o prazer do saber e a aventura em classe, a escola perde o sentido original”. Ele também cita que hoje em dia há duas línguas diferentes sendo faladas na escola: a dos professores e a dos alunos que buscam uma escola que faça a ponte entre a história coletiva do ser humano e sua história individual.

Por isso, percebemos maior sucesso nas propostas pedagógicas que incorporam o lúdico como eixo do trabalho.

Brincar, além de reforçar laços afetivos, também promove aprendizagens, capacidades e potencialidades que nenhum outro recurso consegue. Assim, ele deve ocupar um lugar de destaque nas práticas pedagógicas A brincadeira e o jogo precisam ir a Escola.

Muito pode ser trabalhado a partir de jogos e brincadeiras. Contar, ouvir histórias, dramatizar, jogar com regras, desenhar, entre outras atividades, constituem meios prazerosos de aprendizagem.

A interação do aluno com esse universo lúdico e todos os recursos que dele fazem parte, facilita a construção de relações e conhecimentos, além de promover valores.

Devemos estar abertos ao lúdico e reconhecer a sua importância enquanto fator de desenvolvimento em todos os âmbitos da educação.

Seja na Educação Infantil, Educação Especial, Educação de Jovens e Adultos, no Ensino Médio, Fundamental e até mesmo nos cursinhos pré-vestibular, brincar é um grande facilitador da educação. O lúdico ajuda a retomar a atenção do aluno mais disperso, desperta o aluno cansado e facilita para os alunos com dificuldades.

Por isso, não devemos atribuir culpabilidade por adotarmos uma abordagem mais lúdica em nosso dia a dia. Ao contrário, ao optar por esse caminho, o professor evidencia sua preocupação e foco em contemplar vivências significativas para os alunos em uma perspectiva social, afetiva, cultural, histórica e criativa.

Brincar não é apenas para crianças pequenas! E na ausência dessa mentalidade, muitos jovens perdem o interesse pelo aprender e saber. Independentemente do histórico de vida e da individualidades de cada um, tanto crianças quanto jovens precisam da brincadeira e da fantasia para estreitarem vínculos com seus saberes e potencialidades criativas.

A capacidade de brincar abre possibilidades para todos! Por isso, é muito importante promover uma didática harmoniosa, que permita brincadeiras, jogos e atividades lúdicas.

“Imagino uma escola, lugar de sonhos e fantasias, onde o corpo faminto de saber encontre o sabor da descoberta, o prazer de aprender…”
(Rubem Alves)