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Introdução Geral
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Artes Plásticas como um recurso facilitador em sala de aula

mat02Ao longo dos meses temos abordado nesta seção os desafios e mudanças que enfrentamos em relação aos alunos e a educação. Ainda salientamos a importância de trazer experiências construtivas e significativas para que os alunos se mantenham motivados e aprendam cada vez mais.

Mais do que uma atividade prazerosa, o trabalho de artes é também uma forma de expressão criativa de liberdade, de sentimentos e sensações, de exploração e de aprendizado. As atividades de artes plásticas têm um valor educativo bastante significativo. A partir delas, o aluno transforma emoções e ideias em representações gráficas.
Além disso, esse trabalho estimula e auxilia o aluno a observar e a desenvolver seu senso crítico.

As crianças em idade pré-escolar têm uma enorme capacidade criativa. Por isso, é de extrema importância que o professor proponha atividades que estimulem e majorem esse potencial, ao mesmo tempo em que agucem a curiosidade, despertando no aluno a contínua busca pelo novo e pelo conhecimento.

A arte deve ser trabalhada de forma espontânea, sem julgamentos, comparações, rótulos, limitações ou obrigações. Muitas vezes, mesmo que sem perceber, o educador acaba inibindo todo potencial criativo do indivíduo, propondo atividades cujos resultados já estão pré-estabelecidos de acordo com aquilo que ele espera. Ou seja, indica um desenho com formas definidas para que a criança pinte seguindo certos padrões estabelecidos, dentro dos contornos, ou, então, oferece uma figura para que a criança a pinte com “as cores certas”, de acordo com a realidade do objeto.

Quando o educador não permite que a criança “vá além” em suas representações artísticas, ele acaba reprimindo-a, bloqueando sua imaginação, deixando-a dependente de modelos que devem ser seguidos, o que pode levar com que esse comportamento a acompanhe para a vida toda e para diversas situações de seu dia a dia. Não é incomum o fato de encontrarmos pessoas que, quando na idade adulta, passam a “não saber” desenhar, pintar ou criar produções artísticas. Viktor Lowenfeld em sua obra “A Criança e Sua Arte 1”, afirmou que “condicionada a determinado modelo, a criança sempre se mantém na expectativa de que se lhe apresente o modelo que deve seguir. Quando esse é retirado, ela sente-se perdida e sem confiança para criar independentemente”.

Portanto, convidamos os professores dos diversos segmentos de ensino a promoverem a percepção sensorial dos alunos, fazendo com que eles explorem e experimentem vários espaços, sentidos, cores, formas, texturas,
movimentos e possibilidades de expressão. Devem despertar sentimentos e sensações, permitir a criação, exploração, conhecimento, aprendizado e inovação.

Assim, as sensações se transformam em imagens a partir das quais os alunos representam suas ideias. A partir dessas representações, eles expõem o modo como veem o mundo que está ao seu redor, seus gostos, além de criarem seu senso estético e crítico.

O processo de criação é também muito mais significativo do que o produto final. É durante esse tempo que o aluno pensa, repensa, cria, recria, conta, muda, representa. Nessa ocasião, ele aprende a controlar seus movimentos, adquiri habilidade no manuseio de diferentes materiais, testa, experimenta e associa suas ações com o resultado que elas produzem no papel, aumentando sua capacidade de expressão.

Oferecer modelos reais, tal como fotos ou reprodução de imagens não estereotipadas, é igualmente interessante. Para a criança, tentar copiar é também uma forma de demonstrar sua aptidão em fazer aquilo que o outro é capaz, ou até mesmo um teste para descobrir se realmente está apta a fazê-lo.
A criança possui seu próprio senso estético e, neste caso, o modelo real permite uma liberdade maior de representação daquilo que ela está assimilando da figura, não a condicionando a fazer reproduções estereotipadas. Essa sim é uma forma de gerar aprendizado.

Para a criança, o significado do desenho e da pintura é subjetivo. Ele muda de acordo com suas vontades, necessidades e do estado em que ela se encontra.

Então, essa é uma representação momentânea e não necessariamente permanente. A criança pode fazer um desenho e criar uma história sobre ele, e, em outro momento, se perguntada a respeito das mesmas figuras desenhadas, ela pode dar novos significados a essas representações. Uma baleia mergulhando no mar pode se transformar em um carro na estrada, em um avião voando no céu, ou em uma menina brincando com a boneca. É relevante lembrar que a criança não desenha exatamente o que ela vê, mas sim uma representação daquilo que está vendo. Por isso, o traçado de seu desenho nem sempre corresponde à imagem vista.

Enfim, existem inúmeras maneiras de se trabalhar com artes na escola. O trabalho de Educação Artística é aquele que promove novas formas de criação, que valoriza os estados psicológicos, incentiva, agrega, revela emoções e desejos e libera impulsos através de experiências estimuladoras.

E então, vamos aproveitar a arte para explorar novos conhecimentos e aprendizagens com os alunos?