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Introdução Geral
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Contextualizando saberes matemáticos no cotidiano dos alunos

Materia 1 -  Contextualizando saberes matemáticosA matemática é a ciência do conhecimento, do raciocínio lógico e abstrato ou, pela definição morfológica, “apreciadora do conhecimento”. A matemática estuda quantidades, medidas, espaços, estruturas e variações.

As crianças, desde o nascimento, estão imersas em um universo no qual os conhecimentos matemáticos são parte integrante. Elas participam de uma série de situações envolvendo números, relações entre quantidades e noções sobre espaço. Utilizando recursos próprios e pouco convencionais, elas recorrem à contagem e operações para resolver problemas cotidianos, como conferir figurinhas, marcar e controlar os pontos de um jogo, repartir as balas entre os amigos, mostrar com os dedos a idade, manipular o dinheiro etc.

Da mesma forma, as crianças observam e atuam no espaço ao seu redor e, aos poucos, vão organizando seus deslocamentos, descobrindo caminhos, estabelecendo sistemas de referência, identificando posições e comparando distâncias. Essa vivência inicial favorece a elaboração de conhecimentos matemáticos.

Matemática na Escola
O trabalho da matemática na educação consiste em proporcionar oportunidades para que as crianças desenvolvam a capacidade de estabelecer aproximações a algumas noções presentes no seu cotidiano, como contagem, relações espaciais, raciocínio lógico, etc.

A matemática no dia a dia e nos projetos não deve ser uma imposição sobre as crianças ou um exercício artificial para trabalhar com números, quantidades, classificação, dimensões, formas, medições, transformações, orientação, conservação e mudança, ou velocidade e espaço, porque essas explorações pertencem espontaneamente às experiências cotidianas da vida, às brincadeiras, às negociações, ao pensamento e à fala das crianças.

Fazer matemática é expor ideias próprias, escutar as dos outros, formular e comunicar procedimentos de resolução de problemas, confrontar, argumentar e procurar validar seu ponto de vista, antecipar resultados de experiências não realizadas, aceitar erros, buscar dados que faltam para resolver problemas, entre outras coisas. Desse modo, as crianças poderão tomar decisões, agindo como produtoras de conhecimento e não apenas executoras de instruções.

O trabalho com a matemática contribui para a formação de cidadãos autônomos, capazes de pensar por conta própria e resolver problemas. Nessa perspectiva, a escola pode ajudar os alunos a organizarem melhor as suas informações e estratégias, bem como proporcionar condições para a aquisição de novos conhecimentos matemáticos.

O trabalho com noções matemáticas na educação infantil atende, por um lado, às necessidades das próprias crianças de construírem conhecimentos que incidam nos mais variados domínios do pensamento. Por outro, corresponde a uma necessidade social de instrumentalizá-las melhor para viver, participar e compreender um mundo que exige diferentes conhecimentos e habilidades.

Como é o aprendizado matemático da criança?

A criança desenvolve seus saberes matemáticos por repetição e memorização por meio de uma sequência de conteúdos encadeados do mais fácil ao mais difícil, do concreto ao abstrato, a partir da manipulação de objetos, exploração e vivências de situações que envolvem o raciocínio lógico matemático.

A criança usa aprendizados já adquiridos para absorver conteúdos mais complexos (cognição). Elas constroem seus conhecimentos matemáticos por meio de sucessivas reorganizações ao longo das suas vidas. Elaboram uma série de ideias e hipóteses provisórias antes de compreender um objeto em toda sua complexidade.

Como trabalhar a  matemática no cotidiano escolar?

O professor deve proporcionar situações cotidianas, programadas ou espontâneas que encorajem os alunos a pensarem sobre os saberes matemáticos necessários, além de trocar ideias com os colegas para entender sua lógica. Isso pode acontecer em rodas de atividades, jogos, brincadeiras, rotina, culinária, cantos, resolução de conflitos etc.