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Introdução Geral
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Educando para a cidadania: inclusão em sala de aula

 

Educando para a cidadaniaDesafios em sala de aula

Em 2006, a ONU ratificou uma convenção exigindo que os alunos com deficiência tenham acesso ao Ensino Regular Inclusivo. O Brasil iniciou essa prática em 2008, e em 2009 os alunos com necessidades especiais passaram a estar presentes em maior número nas escolas regulares do que nas Escolas especiais.

Desafios da Inclusão

Os casos de inclusão aumentam a cada dia, assim como o surgimento de novas síndromes e distúrbios com os quais precisamos aprender a lidar. Déficit de atenção, deficiência visual, problemas de processamento auditivo, transtornos, hiperatividade, dentre tantos outros desafios que aumentam a responsabilidade do professor.

Mas, afinal, é possível explicar e trabalhar um mesmo conteúdo do mesmo modo com um público tão diverso e com necessidades tão específicas? Devemos buscar um comportamento uniforme, mesmo que em uma mesma sala de aula, além da diversidade dos alunos, ainda tenhamos diversidade de necessidades especiais? Este é um dos maiores desafios que as escolas regulares enfrentam hoje (vejam em próximos artigos textos abordando tempos e espaços de aprendizagem).

Incluir socialmente e pedagogicamente são ações distintas. Ao discorrermos sobre as questões da educação inclusiva é preciso refletir sobre as possibilidades da Escola incluir esses alunos dentro das suas regras de convivência.

Algumas Instituições disponibilizam um profissional específico que acompanha e faz atendimento individualizado em tempo integral com os alunos “especiais”, para garantir que suas necessidades e condições necessárias para suas aprendizagens sejam atendidas. Mas a grande maioria das escolas ainda trabalha simplesmente recebendo esses alunos na Instituição e integrando-os em sala de aula com os colegas.

Ainda são poucas as Escolas e profissionais preparados e capacitados para lidarem com tantas demandas e desafios que a inclusão social e educacional exige para que realmente esse seja um processo efetivo. Essa questão apresenta-se ainda mais ampla na medida em que envolve valores e preconceitos que estão enraizados em nossa cultura e, mesmo que de modo inconsciente, em nossa mente.

 


Para lidar com a Inclusão em sala de Aula

Primeiramente, é importante que a escola defina o seu papel e suas possibilidades perante as inclusões, estabelecendo quais são suas condições em relação à forma de ensinar e atender cada criança e suas necessidades.

Aos professores cabe fazer a diferença e aprender a lidar com estas novas situações para conseguir acompanhar o desenvolvimento dos alunos e certificar-se de que eles estejam evoluindo em todos os seus aspectos, dentro de suas possibilidades e limitações, e assim contribuir para as suas aprendizagens e também os preparando para a vida.

Claro que nem sempre é fácil. Todos os alunos já demandam atenção individualizada e trazem muitos desafios com a facilidade de que, em grande parte dos casos, são situações e problemas com os quais os professores têm maior familiaridade para lidar. Agregar a essa realidade a novas “situações-problema”, agravadas pelo fato da falta de familiarização com as situações e demandas que elas exigem, sem dúvida é motivo de inquietação para os Educadores. É comum vermos professores adoecendo emocionalmente e fisicamente por conta destes conflitos.

inclusão_v2Os cursos superiores e profissionalizantes nem sempre garantem noções de como lidar com a inclusão. Por isso, faz-se necessária a ajuda externa de especialistas que mediquem e atendam tanto os alunos quanto os educadores.

Para que a educação inclusiva seja efetiva é necessário um trabalho de dedicação e que envolva Escola, Educadores, Equipe multidisciplinar e a família. E o professor, assim como com todos os seus alunos, deve fazer a diferença positiva.

Dentro de suas propostas, individualmente ou em grupo, busque o que cada um é capaz de fazer por si e pelo outro. Informe-se e não tenha receio de um diálogo franco e aberto com as famílias e com as Escolas. As soluções sempre envolvem o trabalho em equipe. Conheça suas limitações para poder vencê-las. Busque auxílio e trabalhe com a consciência de que toda criança é incluída de alguma maneira, seja por ter maior ou menor facilidade, mais ou menos habilidade e ser mais ou menos capaz nas diferentes áreas. E para enfrentar momentos que fogem da rotina, o caminho é compreender que as crianças têm características específicas e procurar conhecer para lidar da melhor e mais construtiva maneira possível com cada uma delas.

O trabalho de inclusão implica em projeto de estruturação progressiva e mudança significativa. Por essa razão nossas ações de hoje dificilmente irão resolver os arraigados princípios que delimitam a inclusão, mas certamente podem contribuir e propiciar momentos em sala de aula que despertam para as melhorias e conquistas dessa problemática, a fim de chegar à verdadeira inclusão social e pedagógica.

 


Exemplo de Inclusão na Prática

O Instituto Rodrigo Mendes é uma organização sem fins lucrativos que foi criada em 1994, cuja proposta é a construção de uma sociedade inclusiva por meio da educação e da arte.

O Instituto trabalha com a formação de educadores, promovendo experiências interessantes para que eles conheçam meios de trabalhar com algo que a maioria ainda não sabe: a inclusão de alunos com necessidades diferenciadas.

O Instituto criou o “Projeto Diversa” que, segundo Rodrigo Mendes, é “Fonte de referência sobre educação inclusiva a partir de soluções criadas e implementadas pela comunidade escolar”.

Em depoimento, o psicólogo especialista em inclusão, Augusto Dutra Cury, afirmou que as propostas do Instituto para a prática da Escola na qual atua contribuíram significativamente, não só para as práticas dos professores, mas também para a comunicação dos alunos. “Uma das estratégias que acho mais interessantes no projeto de proposta de inclusão são as rodas de conversa, em que os alunos têm a chance de conversar um com o outro sobre suas dificuldades de convivência. E isso é importante porque se eu posso expressar, não se torna preconceito depois, o que gera uma naturalidade maior para lidar com a diferença.”, diz o psicólogo.


Para quem tiver interesse em conhecer mais sobre o Instituto
e suas propostas, os conteúdos, vídeos e reflexões sobre inclusão, pode acessar: http://www.institutorodrigomendes.org.br

 

E fiquem de olho em nossa Sala dos Professores que mais matérias sobre a Inclusão e seus Desafios estão por vir!