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Introdução Geral
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Mandamentos para fazer uma boa redação

img_mat2Durante os vestibulares e o Enem, a redação é um dos itens que mais conta pontos e também que mais aflige os candidatos. Isso porque não são todas as pessoas que se sentem confiantes em se expressar de modo adequado e preciso, atendendo a ideia solicitada na prova e seguindo as normas da Língua Portuguesa.

Dominar a arte da escrita é uma tarefa que exige prática e dedicação, e conquistar uma escrita apurada é um processo que leva tempo.

Em primeiro lugar, é fundamental auxiliar os candidatos a manterem-se bem informados. Inserir no dia a dia atividades de leitura de informativos, notícias atuais e promover debates de temas em destaque contribui positivamente para a ampliação da capacidade de pensar, refletir e elaborar ideias.

Outra proposta a ser considerada é fazer cópias de textos dissertativos. O professor pode buscar em um banco de boas redações disponibilizado em sites especializados ou até mesmo acessar as melhores redações dos exames e vestibulares de anos anteriores para ler, debater, ressaltar os pontos positivos e reescrevê-las com seus alunos. Isso auxilia ainda mais àqueles com maior dificuldade no universo da produção textual.

E na hora de escrever, como orientar os alunos?

Os especialistas em linguística são unânimes em destacar alguns pontos fundamentais para a elaboração de uma redação de qualidade, começando pela simplicidade.

É comum alunos acharem que ao “florear” o texto e usar palavras mais complexas estarão passando a ideia de maior domínio do tema e da escrita. Mas, na maioria dos casos, o efeito é o contrário.

Mostre aos alunos que escrever com simplicidade, usando palavras adequadas e termos conhecidos dos quais eles têm domínio, irá facilitar a expressão e a compreensão de seus argumentos. Optar por frases curtas, que tenham sequência de ideias, sem mudar repentinamente o tema, também conduz o leitor pela linha de argumentação com mais clareza.

Outro erro que muitos alunos costumam cometer nos exames é achar que o leitor já sabe sobre o que ele irá dizer, já que é uma prova e o enunciado está ali descrito. No entanto, é preciso desenvolver o bom hábito de não deixar nada subentendido e evidenciar todo o conteúdo da escrita, afinal, o candidato está redigindo o texto para transmitir uma ideia, defender um argumento e deve fazer tudo isso por meio de sua escrita.

O professor também deve trabalhar a objetividade com os alunos, ou seja, a capacidade de expressar o máximo de conteúdo com o menor número de palavras possíveis. Nada de repetir ideias ou usar palavras demais para aumentar o número de linhas escritas. O foco deve ser somente no que é necessário para o texto.

Coesão e coerência estão entre os pontos mais importantes a serem trabalhados com os alunos. Do início ao final do texto, as ideias devem seguir uma linha e manter referência ao mesmo assunto, completando-se para formar o corpo da narrativa. Uma boa dica é sempre seguir a ordem de: introdução, descrição, argumentação e conclusão.

A análise sobre algo deve ser realizada baseada em fatos e acontecimentos reais, por isso, o aluno deve evitar fazer críticas sem fundamentos e apontar soluções coerentes para os problemas levantados. Lembre-o que é proibido o uso de palavrões, jargões, gírias e coloquialismo, tal como o uso da linguagem das redes sociais e a abreviação de palavras como: “vc”, “qdo”, “msm”, entre outras.

Outros itens primordiais para a elaboração de um texto de qualidade e para que as ideias sejam compreendidas são a concordância verbal, a pontuação e a acentuação. A utilização de sinônimos é um bom modo de evitar a repetição desnecessária da mesma palavra, o que enriquece o texto e mostra maior domínio da língua. E não deixe de reforçar junto aos alunos que uma boa conclusão é essencial para mostrar a importância do assunto escolhido, remetendo o leitor ao conceito inicial para fechar o texto.

Quando tiver finalizado, o aluno deve reler seu texto. Mesmo com todos os cuidados é possível que alguma ideia não esteja explícita de modo claro e conciso ou, então, o aluno encontrou um modo melhor de argumentar ou, ainda, pensou em algo para enriquecer o texto. Uma dica para se transmitir ao aluno é colocar-se no lugar de um leitor leigo, que não sabe nada sobre o assunto abordado em seu texto e se perguntar se ele entenderia o que está escrito.

Também é importante alertar os alunos quanto à releitura do texto, verificando se os períodos não ficaram longos demais, se as ideias não se misturaram no mesmo parágrafo, se palavras não foram demasiadamente repetidas e, claro, a tão importante ortografia.

 


 

Como orientar seus alunos para o dia da prova:

  • Incentive-os a iniciarem a redação lendo o enunciado e os textos de apoio com atenção. Em seguida, a escrever na folha de rascunho uma lista das ideias principais do assunto geral e dos textos complementares, usando algumas palavras-chave para sintetizá-las.
  • Reforce a importância de anotar o argumento central da ideia que será defendida selecionando três argumentos que melhor sustentem essa defesa.
  • Oriente-os a escrever primeiro na folha de rascunho, seguindo a proposta do modelo de introdução, desenvolvimento e conclusão e a dar preferência para a terceira pessoa do singular ou do plural.
  • Caso o aluno fique em dúvida sobre alguma palavra, o ideal é substituí-la por um sinônimo do qual tenha certeza da ortografia.
  • Reler o texto e verificar a coerência e coesão, substituir palavras repetidas por sinônimos e prestar atenção se ele não cometeu deslizes na pontuação é uma revisão final necessária.
  • Vale a pena analisar se a introdução apresenta o tema pedido na prova, se os argumentos sustentam a tese escolhida, se as propostas de intervenção são convincentes e se a conclusão tem conexão com o começo do texto.
  • Por último e não menos importante, o aluno deve transcrever o texto para a folha oficial com letra legível.
  • Proporcionar aos alunos esse referencial ajuda-os a ter mais segurança, além de auxiliá-los nesse momento desafiador.