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Introdução Geral
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Meio Ambiente - Degradação Ambiental

Tema transversal: meio ambiente.
Foco: degradação ambiental.
Objetivo: identificar e compreender os inúmeros prejuízos causados ao meio ambiente brasileiro decorrentes de intervenções humanas não planejadas.

Apresentação: por uma questão de sobrevivência, o homem sempre explorou a natureza. No entanto, nas últimas décadas, essa exploração vem aumentando de forma desordenada e, muitas vezes, impensada. Em nome do progresso, plantações são destruídas; ar, solo e terra sofrem com o efeito direto e indireto de produtos tóxicos; nossas águas são continuamente contaminadas pelo descarte de todo tipo de lixo.

Em meio a esse contexto, as populações humanas e os animais são forçados a adaptarem-se às mudanças.

Nesta aula, os alunos conhecerão algumas das causas e das consequências da degradação ambiental em nosso país, construindo uma linha do tempo sobre cada região estudada.

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Atividades para a aula:

  • De acordo com a faixa etária de seus alunos, escolha um ou mais biomas brasileiros para serem estudados. Segundo dados do IBGE, os biomas são seis: Amazônia, Caatinga, Campos (Pampas), Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
  • Em grupos, os alunos deverão pesquisar dados geográficos que caracterizam o respectivo bioma, como vegetação, relevo, população humana, fauna, flora, recursos naturais disponíveis, infraestrutura construída pelo homem (hidrelétricas, rodovias, ferrovias, aeroportos, vias fluviais).
  • Feito o levantamento geográfico, apresente aos grupos uma linha do tempo, explicando que sua função é proporcionar condições de acompanhamento cronológico e avaliação dos principais eventos ocorridos ao longo de um determinado período. No caso desta aula, os eventos referem-se às etapas de (1) descoberta, (2) desenvolvimento, (3) crescimento e, possivelmente, (4) degradação do bioma, devido à ação do ser humano.
  • Para montar essa linha do tempo, aqui vai uma breve sugestão de marcos históricos:

o Descobrimento do Brasil.
o Início da colonização (crescimento urbano e rural).
o Desenvolvimento da agricultura (principalmente café e cana-de-açúcar) e da pecuária.
o Período de industrialização.
o Década de 1970 (primeira reunião mundial sobre o meio ambiente humano, em Estocolmo, na Suécia, em 1972).
o Década de 1980 (Conferência de Nairóbi, em 1982, que deu origem à criação das Unidades de Conservação e à recuperação de áreas degradadas).
o Década de 1990 (Eco 92 – Conferência para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento – Primeira Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro, em 1992).
o Década de 2000 (Segunda Cúpula da Terra, em Johannesburgo, na África do Sul, para conferir os avanços feitos em dez anos e discutir questões que não foram previstas na Eco 92).

  • Baseados na linha do tempo, os alunos poderão desenhar ou colar imagens do bioma que estão pesquisando em cada período histórico da linha, de forma a permitir a comparação visual do ambiente, observando suas características no decorrer dos anos. O importante é destacar que a ação humana não planejada pode ter efeitos devastadores sobre a natureza, seja a curto, médio ou longo prazos.
  • Embora o tema da aula seja degradação ambiental, é interessante que os alunos aprendam a monitorar os biomas estudados para acompanhar seu processo de recuperação – ou, caso ele não exista, que possam criá-lo, ainda que virtualmente, criando uma webquest e mantendo contato com outros estudantes que estudem ou morem próximo ao bioma.
  • A Faber-Castell também se preocupa em evitar a degradação ambiental: as áreas de plantio das árvores são cuidadosamente escolhidas e todo o processo industrial passa pelo desenvolvimento de programas de preservação da biodiversidade local, solos e águas, reutilização, reciclagem, reaproveitamento correto de resíduos, indo até mesmo à educação ambiental de colaboradores diretos e indiretos e de toda a comunidade.

 

Turbine sua aula unindo arte-educação e ecopedagogia

  • No Brasil, um dos primeiros artistas a lutar por ideias ecológicas foi Franz Krajcberg, que nasceu em 1921, na Polônia, mas viveu em grandes centros brasileiros, como São Paulo e Rio de Janeiro. Atualmente, vive no sul da Bahia, em uma pequena vila, trabalhando com elementos da natureza a fim de chamar a atenção para os problemas do desmatamento e da destruição de nossas florestas. Seu trabalho é feito, principalmente, por meio da pintura, em geral com uma ou duas cores, sobre cascas de árvores ou troncos, bem como sobre raízes de aroeira, árvore tipicamente brasileira. Em 1978, juntamente com artistas franceses, Krajcberb assinou o “Manifesto do naturalismo integral”, também conhecido como “Manifesto do rio Negro” (afluente do Amazonas), em viagem realizada à Amazônia, na tentativa de defender a maior reserva natural do planeta. Krajcberg também realizou trabalhos de escultura, pintura, gravação e fotografia em áreas do Pantanal mato-grossense.
  • Que tal propor aos alunos que pesquisem as mudanças naturais (e as intervenções humanas) sofridas pelas áreas que inspiraram e encantaram esse artista? Como complemento, a turma poderá conhecer e analisar o “Manifesto do rio Negro”, avaliando e comparando seu conteúdo de acordo com o estado atual do rio.

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Para saber mais:

Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais – Franz Krajcberg.

Ecologia Plenarinho – o jeito criança de ser cidadão – Por meio da personagem Ecologilda, o site oferece dicas gerais sobre respeito ao meio ambiente em linguagem simples e divertida, voltada para as crianças. O espaço também tem sala de leitura, jogos, dicas de saúde, educação e cidadania (EcoCâmara) para os pequenos.

TV Cultura – Alô Escola Ciências – Site de apoio ao professor. Oferece títulos de vídeos, livros e matérias veiculadas na TV Cultura ao longo de sua programação, para todos os públicos.