Faber-Castell since 1761
Introdução Geral
Você está em:   Home  |  Professores  |  Trocando ideias  |  Do ensino tradicional à educação moderna – estratégias para a melhoria do processo ensino-aprendizagem
Do ensino tradicional à educação moderna – estratégias para a melhoria do processo ensino-aprendizagem

mat3Quando debatemos a educação atual, as práticas tradicionais são bastante criticadas. É muito comum ouvirmos os profissionais de educação limitarem a escola e as metodologias tradicionais como aquelas em que o professor transmite o conhecimento, privilegiando a quantidade de informação, em detrimento da qualidade, cuja organização das salas de aula com fileiras voltadas ao quadro negro é vista de modo negativo e nas quais os alunos são pouco participativos.

O termo pedagogia tradicional formou-se a partir dos pontos recorrentes nas práticas de ensino ao longo da história da educação. É também usado para marcar o início de novas propostas que começaram a ser veiculadas, sendo assim classificada como “tradicional” a concepção de educação adotada até aquele momento.

Mas será que esse tradicional é mesmo somente sinônimo de aspectos negativos, desatualizados e nada significativos?

Não podemos esquecer que a escola em outro momento foi planejada para atender uma sociedade que vivia em um ambiente de conhecimento muito mais estável do que o que vivemos hoje. A escola sempre buscou atender as necessidades histórico-culturais da sociedade, e essa já passou por inúmeras transformações e avanços.

Seria um equívoco descartar todas as contribuições que os diferentes tempos da educação nos proporcionam. Assim, nada melhor do que dirigirmos nosso olhar ao passado, fixá-lo no presente e mirar o futuro da educação para torná-la construtiva e para que desempenhe efetivamente a sua função no desenvolvimento dos alunos e da sociedade.

Hoje, existe uma grande necessidade de se evoluir cognitivamente e permanentemente, dados os avanços dos recursos e estratégias tecnológicas disponíveis. A chamada Educação 3.0 pressupõe uma escola aberta e participativa, na qual aluno, escola, família, professores e sociedade aprendem juntos. Mas isso não significa propor uma nova metodologia descartando tudo aquilo que a educação vem alcançando ao longo dos anos.

O desafio é descobrir meios de nos adaptarmos para continuar ensinando e aprendendo, porém de acordo com o que o novo mundo demanda. Isso envolve o engajamento em sala de aula na era tecnológica, as mudanças no cenário educacional e como os professores, pais e alunos estão envolvidos nesse processo. As salas de aula estão em constante transformação e é preciso uma renovação na forma de ensinar, porém não necessariamente se desfazendo de tudo aquilo que até então usávamos.

Esse peso de ter que se “libertar” do estilo da pedagogia tradicional, na verdade, não precisa ser carregado. Claro que a educação evoluiu e os alunos mudaram, e por isso alguns pontos deverão, sim, ser descartados, como em qualquer modelo de concepção pedagógica, afinal é preciso atender à demanda atual. Outros pontos, porém, deverão permanecer embutidos em nosso leque de práxis e, de acordo com a realidade vigente, modelados e direcionados a atenderem as nossas necessidades, bem como as expectativas do aluno.

É preciso buscar o bom senso nessa relação e não levá-la ao extremo.
Avaliem: se todos os alunos usarem computadores em sala de aula, não sendo mais necessário o ensino da letra cursiva, como vamos promover em nossos alunos o importante ato de manuscrever, que, conforme comprovação científica, ativa uma série de funções fundamentais no cérebro humano?

É preciso haver uma mescla entre o método tradicional de ensinar e os avanços, com conteúdo dinâmico e qualidade para prender a atenção dos alunos tecnológicos, aliados ao conteúdo programático estruturado pelo professor.

Certamente ainda há muito a se debater nesse campo da educação, mas é certo que o ensino tradicional vai além das metodologias clássicas com exposição verbal, foco nos exercícios, na repetição e na memorização. Cabe ao professor unir estratégias e saberes do passado, presente e futuro para a melhoria do ensino-aprendizagem.