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Introdução Geral
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Novos papéis do professor

 

professor

Foi-se o tempo em que o trabalho do professor consistia em prepararas aulas, ministrá-las, preparar avaliações, aplicá-las aos alunos e corrigi-las. Esse estilo de Educação com foco “conteudista” visava apenas o sucesso do “ensinar” e já não funciona em nosso contexto social atual.

Transformar a reprodução de conteúdos em protagonismo do aluno e do professor foi, e ainda é, um grande desafio da educação que trouxe novas demandas atribuindo novas necessidades e papéis aos educadores.

O professor do nosso tempo depara-se com um trabalho em novos e diferentes contextos educativos, com novos atores (pais, alunos, parceiros de trabalho, comunidade), novas tecnologias (as quais, algumas vezes, não compreendemos e/ou não sabemos como utilizá-las em prol da educação construtiva), além da exigência de novos saberes e novas competências.

Seu compromisso passou de ser a transferência de conteúdos para a construção de competências sociais, pessoais e tecnológicas dos seus alunos.

O professor cujo papel outrora era o de transmissor de conhecimento, hoje tem novos papéis que incluem o de tutor, mediador, avaliador, pesquisador, autor, orientador, ativador, articulador e especialista da aprendizagem.

Na Educação atual, o educador precisa ir além. É dele o papel de criar condições construtivas e efetivas para que seus alunos alcancem o conhecimento, consciência e capacidade de pensar diante dos desafios da vida, considerando seus interesses imediatos e futuros, além dos interesses coletivos e comunitários, estimulando também a troca de experiências.

O principal recurso do professor é sua postura reflexiva, sua capacidade de observar, de regular, de inovar, de aprender com os outros, com os alunos e com a experiência.

E para formar educandos críticos, capazes de compreender, transformar e aplicar seus conhecimentos no cotidiano, tornando-se agentes de sua história e de sua comunidade, é preciso ser um professor que saiba produzir, que esteja em constante busca por aprendizagens, se colocando como fomentadores de mudanças para então incentivar e motivar seus alunos. Isso implica em um processo constante de releitura das esferas de competências e habilidades e de uma adequada capacitação pedagógica ao longo de sua carreira docente.

O professor atual deve aprender e lidar com os alunos que muitas vezes não percebem a relação e importância do saber nas situações do dia a dia e se desinteressam pelo conhecimento, promovendo meios de despertar o interesse da turma por saberes não como algo isolado, mas como ferramentas que estão interligadas para compreender o mundo em que vivem e convivem e agir sobre ele.

Os professores atuais precisam constantemente adquirir novas competências e habilidades para que seus alunos consigam, a partir das práticas pedagógicas vivenciadas, aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser, aprendizagens fundamentais salientadas por Delors no Relatório para a UNESCO da

Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI (1999).

Veja aqui nossos textos anteriores sobre os Quatro Pilares da Educação:

 

Nessa perspectiva, aparece também a necessidade do professor em adquirir a fluência tecnológica. As tecnologias atuais são vitais para o desenvolvimento humano e auxiliam muito no contexto educacional. Mas é fundamental que o educador esteja preparado e disposto a aprender a utilizá-las de modo construtivo e educativo para se beneficiar adequadamente das novas mídias e tecnologias.

O educador atual e do futuro deve estar ciente dos pressupostos da educação e inserir em suas práticas o cultivo dos valores universais com vistas à educação para a cidadania plena e para o desenvolvimento ecológico e autossustentável do planeta, buscando soluções para os problemas da atualidade, estimulando e motivando seus educandos a serem autônomos, desenvolvendo sua consciência crítica e buscando novas aprendizagens e conhecimentos.