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Pilares da Educação: aprender a conviver

PilaresdaEducacaoAo longo dos últimos meses temos abordado o tema dos Quatro Pilares da Educação. Neste texto vamos refletir sobre um dos princípios defendidos no relatório realizado por Jacques Delors para a UNESCO, que é, além da educação para toda a vida, o pilar do conhecimento: aprender a conviver.
Há pouco tempo fomos testemunhas de inúmeros e calorosos debates em momento eleitoral e foi fácil notar a gritante intolerância com o pensar diferente. E essa foi somente mais uma demonstração de quanto ainda temos a avançar em relação à percepção e respeito aos anseios da coletividade. O outro é tão desconhecido quanto importante.

Mais uma vez, a Escola, a Educação, a sala de aula e o professor tornam-se sujeitos de fundamental relevância para superar esse grande desafio e transformar o cenário atual de expressões de violência, desigualdade e manifestações por ideais que divergem dos anseios da coletividade em expressões de dimensão social coletivas nas quais imperam a diversidade.

Jaques Delours (1998) cita que o objetivo da educação não é somente transmitir conhecimentos, mas também criar um espírito para toda a vida em que ensinar é viver em transformações consigo próprio e com os outros.

Então, convido a todos a refletir sobre esse pilar e a pensar sobre como oportunizar convivência e gestão de conflitos em nosso dia a dia em sala de aula.

Trabalhar o conceito de “Aprender a Conviver” é um dos maiores desafios para os educadores. A educação é vista como veículo de paz, tolerância e compreensão. Mas e no dia a dia, como colocar isso em prática sendo que a diversidade da escola envolve diferentes atitudes e valores?

O relatório para UNESCO não oferece receitas, mas avança uma proposta de “descoberta progressiva do outro”. Isso porque dentro do estudo da História da Humanidade, tendemos a aceitar mais os semelhantes e a temer o desconhecido que nos traz certa insegurança e acaba sendo alvo de preconceitos e suspeitas. Essa realidade a respeito do não semelhante pode ser observada inclusive em reflexões sobre a inclusão em sala de aula (tema abordado na matéria anterior).

Então, a responsabilidade da escola e do professor está em promover a interação construtiva, promovendo uma educação pacificadora, igualitária que vá além dos muros da Escola e ecloda para a vida cotidiana de cada aluno e de si próprio.
Isso envolve a empatia, tema também abordado em nossos textos, que nos remete a descobrir o outro e assim perceber no diferente e na diversidade uma riqueza maior, percebendo as diferenças, sejam elas étnicas, culturais, religiosas ou mesmo de opiniões como oportunidades positivas de ampliar nossas percepções e experiências sociais.

Assim, em sala de aula, o professor pode propor atividades com enfoque na descoberta do outro, na valorização da coletividade em detrimento à individualidade, aprender a ouvir o outro, aprender a propor ao invés de se impor, a ceder e não perder, administrar conflitos, tender para objetivos comuns, a compartilhar e partilhar de modo produtivo e buscar a unidade na diversidade. Isso tudo sem perder o foco na empatia, na solidariedade e cooperação.

A estratégia de ensinar aos jovens a adotar a perspectiva do outro pode auxiliar a resolução dos atritos e ampliar a tolerância pacífica. Isso porque as diferenças e atritos individuais tendem a reduzir-se quando os jovens trabalham conjuntamente em projetos motivadores.

O Pilar da Educação “Aprender a Conviver” ressalta a importância de uma prática pedagógica que oportuniza situações de coletividade e que deve ser incentivada tanto nos professores quanto nos alunos.

E você educador, já refletiu sobre como convive com as diferenças?

Lembre-se de que para passar uma
verdade é preciso, antes, acreditar nela.