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Introdução Geral
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Tempo de reflexão – Avaliação

Tempo de ReflexaoAvaliamos e somos avaliados de algum modo em diversas situações do dia a dia. Quando recebemos um elogio ou uma crítica, por exemplo, é porque fomos avaliados de alguma forma. Ao observar as pessoas e situações do dia a dia, também acabamos avaliando, seja um comportamento ou uma atitude.

Na escola, a avaliação sempre se fez presente e necessária. Tanto a avaliação dos alunos, quanto a avaliação da Instituição, do corpo docente, das práticas pedagógicas, enfim.

Véspera de final de ano letivo é um bom momento para reunir a equipe, pensar nos desafios coletivos e propor modos construtivos para superá-los, assim como retomar as propostas de sucesso e usá-las como inspiração.

A avaliação deve promover a reflexão e ir além do que se é capaz de reproduzir. Deve-se considerar a capacidade de criar, construir e transformar, para que ela seja efetivamente um meio de promoção de melhorias, afinal, tanto os seres quanto os saberes estão sempre em transformação.

O processo de avaliação institucional, quando bem realizado, permite elucidar os problemas e desafios, promovendo espaços para se encontrar coletivamente soluções construtivas.

É também importante envolver toda a comunidade escolar, desde os pais, alunos, professores, gestores, funcionários e colaboradores para pensar nos desafios coletivos. Isso facilita o levantamento das demandas coletivas, das metas educacionais, a busca de soluções e das ações necessárias para realizá-las e assim promover mudanças.

Assim com toda avaliação, esse processo deve buscar a reflexão crítica sobre o ciclo percorrido e os projetos a serem colocados em prática no próximo. Isso não significa que já teremos tudo pronto e engessado. Conforme reforçamos em nossos textos aqui na Sala dos Professores, é preciso ser flexível e estar aberto a mudanças, adaptações e até mesmo reconstruções sempre que nos depararmos com situações que assim demandam. Cabe ao professor estar atento para essa reavaliação.

E para refletir, que tal a leitura ou releitura da famosa crônica de Albert Einstein: “Vamos refletir?”

“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”

“Acreditava-se, em épocas anteriores, que o educando poderia deixar a condição de ser humano único para tornar-se um ser “aprendente”; raramente eram consideradas as diferenças existenciais e acreditava-se na possibilidade de todos apresentarem o mesmo desempenho, num processo de nivelamento em que o professor ensinava os alunos e depois cobrava independentemente das condições biológicas e ambientais das quais estava inserido. Há algum tempo, a literatura vem falando do professor e das características que o tornam importante na vida e na memória de seus alunos. Para isso, é preciso que o professor conheça o educando, o que ele já sabe e sente para sua própria busca. É preciso entender as diferenças individuais, como a personalidade, o grau de interesse pelo estudo, o amadurecimento emocional, entre outros. Essas diferenças devem ser consideradas em sua totalidade, pois cada um possui a sua história, sendo, portanto, fruto dela. As características que se tornam marcantes nos professores são a profunda inter-relação entre aspectos profissionais e pessoais, entre as quais podemos destacar aqueles que “amam o que fazem”, que “valorizam o aluno”, que “sabem explicar muito bem a matéria”, que “motivam as aulas”, que “são seres humanos ímpares”. É aquele professor que geralmente alia características positivas do domínio afetivo às do domínio cognitivo. Ele estimula a independência dos alunos, é cordial e amistoso em classe, cria condições para uma visão crítica da sociedade e da profissão, estimula a participação, valorizando o diálogo, organiza o ensino sem se considerar o “dono do saber”. Enfim, é autêntico e verdadeiro. É aquele mestre que cujas palavras repercutem positivamente no aluno, inspirando a inteligência, levando a enfrentar seus desafios e não apenas a ter cultura informativa.”