Faber-Castell since 1761
Introdução Geral
Você está em:   Home  |  Professores  |  Trocando ideias  |  Vamos fazer um diário?
Vamos fazer um diário?

agenda

Aproveitando o período de planejamento e volta às aulas, uma sugestão de atividade que pode ser incluída no dia a dia do grupo, desde o início como dinâmica de integração, até mesmo ao longo do período letivo como incentivo a leitura e escrita e atividade de socialização, é a criação de um Diário Coletivo.

Se observarmos o sucesso de livros como os da série Diário de um Banana (Jeff Kinney, V&R Editoras), a partir dos quais os alunos se divertem com a leitura e se identificam com as situações e as emoções vividas pelos personagens principais e demais (no caso do livro citado, o garoto Greg Heffley, seus familiares e amigos), vemos que o registro de situações cotidianas em um diário pode dar um novo significado para o caderno e atividades de produção textual dos alunos.

O professor pode propor essa atividade como uma tarefa permanente, a partir da qual serão elaborados textos escritos, explorando os diferentes gêneros textuais, com a liberdade estrutural que esse tipo de proposta permite.

O Educador deve conversar com os alunos e contextualizá-los sobre as funções sociais que um diário pode ter, como registro de memórias, apresentações de situações, meios de expressão, etc., e propor que todos os alunos escrevam ao menos uma vez por semana um texto que será analisado por ele e apresentado aos colegas caso o aluno sinta-se a vontade.

Para que todos participem da elaboração do projeto, o educador pode promover um debate a partir do qual todos conversarão sobre o modo de organização de um diário, gêneros de produções textuais e trocas de ideias.

Também é de grande valia apresentar outros textos, autores e estilos da mesma natureza para que todos possam se apropriar do gênero. Uma recomendação é a série de livros O Pequeno Nicolau,  de René Goscinny, da Editora Martins Fontes.

E que tal escrever também seu próprio diário? Além de se aproximar dos alunos, já que normalmente eles se interessam pela vida cotidiana do professor, esse é também um modo de apresentar novos caminhos e possibilidades de produção textual para eles.

Para analisar e fazer as devolutivas dos materiais dos alunos, semanalmente recolha e analise os textos, atentando-se para as questões gramaticais, ortografia, coesão e coerência, corrigindo os erros a partir de registros e anotações à parte (evite fazer marcações diretamente nos diários dos alunos).

Após esse diagnóstico dos erros e desafios mais comuns, planeje explorá-los em outros momentos. O professor também pode fazer comentários de incentivo e perguntas demonstrando seu interesse para estimular ainda mais os alunos.

Essa atividade é muito enriquecedora e também promove o compreender para quem se escreve, quem é o enunciador (nesse caso, o autor do diário), o objetivo comunicativo a atingir (no caso, compartilhar coisas que aconteceram, sentimentos e opiniões) e qual o lugar social (no caso, a escola), que são saberes fundamentais relacionados à produção textual.

Vale a pena ressaltar que o diário deve ir além da narração de situações do dia a dia. Ele deve ser usado como um suporte para registros diversos.