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As meninas do quarto 28

Da imaginação e da criatividade, nascem a liberdade e a alegria.

Foi assim também com “As Meninas do Quarto 28”, hoje uma exposição da jornalista alemã Hannelore Brenner sobre o dia a dia de 50 meninas que viveram no quarto 28, no campo de concentração de Teresinstadt, fortaleza perto de Praga, durante a 2ª Guerra  Mundial.

Essas meninas viveram confinadas em um  pequeno quarto, de 1942 a 1944,durante a ocupação da Checoslováquia em 1941 pelos nazistas. Dormiam em beliches estreitos e comiam comida racionada. Embora em situação miserável, essas meninas receberam uma educação diferenciada por pessoas extraordinárias – professores, artistas, compositores e maestros – todos também prisioneiros do campo.

Produziram de 3000 a 5000 desenhos com os ensinamentos de Friedl Dicker Brandeis, estudante da Bauhaus, aluna de Paul Klee, artista plástica e professora.

Friedl percebeu que a arte poderia ser uma ferramenta terapêutica para ajudar as crianças do campo a lidar com sentimentos de perda, medo e incerteza, e suas aulas clandestinas deram esperança de vida para todas suas alunas.

A exposição “As Meninas do Quarto 28” marca o lançamento do livro homônimo, em português. Além disso, conta com 30 a 40 desenhos feitos pelas próprias meninas, uma maquete em tamanho real do quarto e palestras e workshops com a escritora Hannelore Brenner e de sobreviventes, hoje com 80 anos, que contarão ao público suas experiências da época.

A exposição “As Meninas do Quarto 28” teve como objetivo promover a coragem cívica, reforçar os valores universais de respeito aos direitos humanos e sensibilizar o público sobre a responsabilidade de cada um em fazer a sua parte na construção de um mundo melhor.